Numa primeira abordagem do lugar de enquadramento, conseguimos observar uma extrema diversidade de arquitecturas circundantes com a sua heterogeneidade. Estas realidades foram aliadas ao desafio que nos foi lançado. Necessitávamos projetar o futuro museu da moda em Tóquio – compreendido por uma torre com 100 metros de altura.

A implantação do volume proposto foi gerada com base nos seguintes pressupostos: com lote de área bastante reduzida, idealizou-se uma planta que libertasse ao máximo o solo urbano, remetendo, assim, ao edifício vizinho da Prada (dos arquitectos suíços Herzog&de Meuron). Na entrada ao hotel, criou-se uma pequena praça com relação directa com a rua Omotesando.

A ideia da curva vem associada à própria ideia de passerelle, de liberdade de movimento que os modelos imprimem quando desfilam. Por outro lado, para dar liberdade à exposição das peças de mobiliário e abstrair-se das típicas configurações dos espaços de ângulo reto, partimos para uma conceção de espaço interior livre de quaisquer ângulos. Para tirar o máximo proveito possível desta parede curva, centralizou-se todas as infra-estruturas no centro do edifício. A escada, o elevador, as arrecadações - todos formam uma coluna dorsal que sustenta a forma do edifício.Uma vez que tivemos que projetar uma torre de 100 metros de altura, decidimos em promover uma rotação em todas as plantas, como se tivéssemos a girar o edifício para toda a cidade e a mostra-lo na sua simplicidade formal. Partindo sempre da mesma planta tipo, estas vão girando 5º em cada piso, dando a rotação pretendida.

Ao cumpri-mos o programa proposto, fomos encontrar dois desafios que incutiram uma nova dinâmica neste corpo ondulado: os terraços e a passerelle. São elementos que se projetam para o exterior e desafiam a lei da gravidade ao mesmo tempo que provocam a paz encontrada no volume puro. Estando orientados para os locais da cidade e conjuntamente com janelas posicionadas para esses mesmos locais, esses elementos tiram proveito de todas as suas capacidades de observação.

A aparência exterior do edifício foi realçada por um revestimento capaz de transmitir, quer a pureza do branco (típico da arquitetura contemporânea japonesa), quer a curva continua em toda a fachada.

Rua Omotesando
Tóquio, Japão

FINALIDADE:

ÁREA BRUTA:

4000 m²

ANO:

2010

Hotel

LOCALIZAÇÃO:

FASHION HOTEL TÓQUIO

TÓQUIO, JAPÃO